0800 041 8021 / (41) 3224-8021

Nem todo luto segue uma ordem: entenda sobre as fases do luto

fases-do-luto

As fases do luto mais conhecidas são negação, raiva, barganha, depressão e aceitação, descritas pela psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross. Mas elas não funcionam como uma escada: nem todo mundo passa por todas, nem na mesma ordem. Cada pessoa vive esse processo no seu próprio tempo, e tudo bem.

Quem perde alguém querido costuma ouvir que vai passar por cinco etapas, uma depois da outra, até “superar”, mas na verdade não é bem assim que acontece. 

Você pode acordar em paz numa terça e ser engolido pela saudade na quarta. Pode pular fases, voltar pra elas, viver duas ao mesmo tempo. 

As fases do luto ajudam a dar nome ao que se sente, mas não são um roteiro a cumprir. Aqui a gente explica cada uma delas com calma, mostra por que esse caminho é tão pessoal e fala sobre como cuidar de você (ou de quem você ama) durante uma perda recente.

O que são, afinal, as fases do luto

O luto é a reação natural a uma perda importante. Não precisa ser sempre o falecimento de uma pessoa: pode ser o fim de uma relação, de um emprego ou a partida de um animal de estimação. 

A ideia de organizar esse sofrimento em etapas veio da psiquiatra suíça Elisabeth Kübler-Ross, no livro “Sobre a Morte e o Morrer”, de 1969, depois de anos acompanhando pacientes em situações limite.

O ponto que muita gente esquece: ela nunca disse que todo mundo segue essas etapas em sequência. O modelo descreve sentimentos comuns, não uma fila ordenada. 

Por isso o título deste texto faz sentido. Nem todo luto segue uma ordem, e quem vive isso não está fazendo nada “errado” quando foge do roteiro.

Quais são as 5 fases do luto

Vamos por partes. Estas são as cinco etapas do luto mais citadas e o que costuma aparecer em cada uma.

  • Negação. O primeiro impacto. A mente custa a aceitar o que aconteceu e surge aquela sensação de irrealidade, o famoso “não acredito que isso é verdade”. Funciona como uma proteção temporária, dando tempo para absorver a notícia aos poucos.
  • Raiva. Quando a realidade pesa, é comum aparecer revolta. Raiva da situação, de outras pessoas, de si mesmo, às vezes de quem partiu. Pode soar feio, mas é uma reação humana e esperada.
  • Barganha. Aqui vem a negociação interna, aquele “e se eu tivesse feito diferente”. A pessoa revisita o passado tentando encontrar um jeito de ter mudado o desfecho.
  • Depressão. A tristeza profunda se instala. Pode vir com desânimo, choro, alterações no sono e no apetite, vontade de se isolar. É o momento em que a ausência aparece em toda a sua dimensão.
  • Aceitação. Não significa esquecer nem deixar de sentir saudade. É aprender a viver com a ausência, reorganizar a rotina e, aos poucos, voltar a olhar pra frente.

Por que as fases do luto não seguem uma linha reta

Na prática, as etapas do luto se misturam: há quem comece pela raiva, quem nunca passe pela barganha, quem alcance a aceitação e semanas depois volte a chorar como no primeiro dia. 

Algumas abordagens incluem ainda outras fases, como um choque inicial antes da negação e uma reconstrução depois.

O tempo também varia muito, os sintomas costumam ser considerados parte de um processo natural quando vão se aliviando ao longo dos meses, mesmo que a saudade permaneça. 

Comparar sua dor com a de outra pessoa, ou cobrar de si um prazo para “ficar bem”, só costuma pesar mais.

Como acolher esse momento (o seu ou o de alguém)

Não dá pra apagar a dor, mas dá para atravessá-la com mais amparo. Algumas coisas ajudam:

  1. Permita-se sentir. Engolir o choro ou fingir força o tempo todo costuma adiar o processo, não encurtá-lo.
  2. Não se isole por completo. Estar perto de quem te quer bem faz diferença, mesmo nos dias em que falar parece impossível.
  3. Cuide do básico. Dormir, comer e se mexer um pouco sustentam o corpo enquanto a cabeça se reorganiza.
  4. Respeite o tempo de quem está enlutado. Se o luto é de outra pessoa, ouvir vale mais que aconselhar.

Se quiser entender melhor a parte prática que costuma surgir junto com a perda, vale conhecer o que precisa ser resolvido logo nas primeiras horas.

Leia mais: Preço não é valor e, quando a vida exige cuidado, essa diferença aparece

Quando o luto pede ajuda profissional

Existe um limite entre a tristeza esperada e algo que precisa de cuidado. Desde 2022, o luto prolongado é reconhecido como transtorno pela Organização Mundial da Saúde. 

Segundo o Ministério da Saúde, ele acontece quando o sofrimento se estende por muito tempo e a pessoa não consegue voltar a viver de forma funcional, com dor constante e sensação de vazio.

Sinais de atenção: sofrimento intenso que não cede mesmo após muitos meses, isolamento acentuado, sensação de que a vida perdeu o sentido. 

Nesses casos, procurar um psicólogo ou psiquiatra não é exagero, é cuidado. No Brasil, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) oferecem esse apoio de forma gratuita pelo SUS.

Leia mais: 3 coisas que você pode fazer agora para ajudar alguém que está passando pelo luto

Um espaço pensado para despedidas mais tranquilas

O ambiente em que a despedida acontece também influencia como a família atravessa as primeiras etapas do luto. Um lugar acolhedor, com silêncio e conforto, ajuda a transformar um momento difícil em algo mais sereno.

Leia mais: Metropolitano Cemitério Parque: despedidas mais humanas e tranquilas

E quando a preocupação financeira pesa menos, sobra espaço para cuidar do que importa: o afeto e a memória de quem partiu.

Leia mais: Plano funerário em Curitiba: como escolher a melhor opção para sua família

Você não precisa atravessar isso sozinho

As fases do luto não vêm com manual, e não existe jeito certo de senti-las. O que existe é a possibilidade de viver esse momento com mais acolhimento, no seu ritmo, cercado de quem se importa. 

Fique perto de quem você ama, se cuide e siga a vida da melhor maneira que você conseguir. Embora nada apague a falta e o que sentimos pelo ente querido, podemos encontrar formas de seguir em frente!

Acompanhe a @lutocuritiba no Instagram e receba conteúdos voltados para quem deseja plano funerário em Curitiba, além de orientações sobre os procedimentos a serem tomados no momento da perda de alguém.

Perguntas frequentes sobre as fases do luto

Quais são as 5 fases do luto? As cinco fases mais conhecidas são negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Elas foram descritas pela psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross e representam sentimentos comuns diante de uma perda, não uma sequência obrigatória.

As fases do luto acontecem sempre nessa ordem? Não. Cada pessoa vive as etapas do luto de um jeito próprio. É possível pular fases, voltar a elas ou sentir mais de uma ao mesmo tempo. Não existe um caminho certo nem um prazo padrão.

Quanto tempo dura o luto? Não há tempo fixo. Para a maioria das pessoas, a dor vai aliviando ao longo dos meses, ainda que a saudade permaneça. Quando o sofrimento intenso persiste por muito tempo e impede a pessoa de retomar a vida, é recomendável buscar apoio profissional.

Quando devo procurar ajuda para lidar com o luto? Quando o sofrimento continua intenso e incapacitante mesmo depois de muitos meses, há isolamento acentuado ou a sensação de que a vida perdeu o sentido. Psicólogos e psiquiatras podem ajudar, e o SUS oferece atendimento gratuito pelos CAPS.

O luto só acontece quando alguém falece? Não. O luto pode surgir de qualquer perda significativa, como o fim de uma relação, a perda de um emprego ou a partida de um animal de estimação. As reações emocionais seguem padrões parecidos.

Prometemos não utilizar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Compartilhe