Luto Infantil

Vamos falar sobre o luto infantil? Dicas para conversar com a criança

Perder um ente querido é sempre uma situação dolorosa, e todos enfrentamos isso de
forma singular. Porém, o luto infantil merece uma atenção diferente, para que a criança
consiga entender e superar esse momento de maneira saudável. O diálogo honesto é
essencial, entretanto ele precisa ser adequado à idade da criança.

Por que é difícil falar sobre o luto com as crianças?

Existe um pensamento comum entre os adultos, sobre a inocência e a limitação de
entendimento das crianças. Também é comum surpreender-se com a capacidade de
aprendizado dos pequenos, diante de idades que aos olhos de um adulto, são tão tenras.
Quando o assunto é luto, pode se tornar desconcertante para o adulto, não somente pela
inocência infantil, mas também pelas palavras “morte” e “criança” parecerem opostas
uma a outra.

O ‘não falar’ sobre o assunto também remonta a ideia de proteção à criança, na
esperança de evitar sentimentos ruins e possíveis traumas. Tal proteção é sim a função
dos adultos presentes nesta rede de cuidado dos pequenos, entretanto, ao silenciar
sobre o assunto a criança pode criar sentimentos de desamparo, confusão e até mesmo
culpa pela perda de um ente querido.

O diálogo aberto e a desestruturação do tabu do luto, bem como todos os sentimentos
relacionados a ele, é essencial para que a criança viva este momento da maneira mais
natural possível. Ao abrir este diálogo é importante estar atento às peculiaridades de
cada faixa etária.

As crianças entendem a morte?

Sair do senso comum é essencial afim de compreender que, sim, toda criança consegue
entender o conceito de morte e perda, contudo, a cada fase da infância, este
entendimento estará limitado à sua maturidade. Lembrando que, do momento do
desmame, passando pelo entrar na escola, e o trocar o berço pela cama, a infância é
uma fase marcada por perdas irreversíveis, com as quais a criança aos poucos se
acostuma e consequentemente amadurece.

Até 3 anos ela ainda não compreende o conceito de morte em sua totalidade, neste
momento, a conversa pode ser de forma lúdica, porém, sem abrir mão da clareza de que
a pessoa não irá retornar. Em crianças de 3 a 5 anos a percepção de alterações
emocionais nos adultos já está presente, bem como o sentimento de tristeza relacionado
com a morte, apesar de ainda não entenderem totalmente a situação.

As perguntas mais aprofundadas costumam aparecer dos 5 aos 7 anos, bem como a
noção do irreversível, ou do “Para sempre”. De 7 a 10 anos as crianças já compreendem
melhor a situação, e é neste momento que podem surgir dificuldades em identificar
sentimentos e se expressar. Logo, é essencial que os adultos fiquem atentos e ajudem
os pequenos nesse momento. Entre 10 e 12, já possuindo maior clareza sobre a morte,
a conversa pode ser feita de forma mais direta, porém é preciso ter tato e cuidado para
não fazer disso uma experiência traumática para todos.

Um ponto comum em todas as idades é: não minta ou evite o assunto, isso pode gerar
confusão na mente da criança e prejudicar o processo de luto saudável. Não diga que a
pessoa viajou ou que logo voltará, isso poderá criar uma quebra de expectativa e perda
de confiança nos adultos.

Converse sobre o assunto com naturalidade, evitando criar um tabu ao redor da situação,
expresse seus sentimentos também, mostrando que a criança não está sozinha. Reforce
os momentos positivos com a pessoa que faleceu, não tente apagar as memórias, isso
apenas irá dificultar o momento.

Criança deve ir ao velório?

Não existe um consenso sobre o quão benéfico ou ruim pode ser levar uma criança ao
velório. Contudo, por ser uma experiencia diferente, é importante que elas não estejam
presentes por serem obrigadas a acompanharem pais e mães. A obrigatoriedade de
participar de um velório pode levar a sentimentos de ansiedade e confusão, e aqui,
reforçamos novamente o diálogo aberto.

Explique de maneira clara o que é o velório, como as pessoas deverão se encontrar,
como é importante tentar se portar, e como o ente querido estará no local e por fim, deixe
a criança decidir se deseja ir ou não à solenidade. Lembre-se que também é possível
permitir uma despedida própria e adequada à idade, por meio de mensagens, desenhos,
homenagens, música ou ainda, orações de acordo com a crença de cada família.
Procurar ajuda de um profissional é uma ótima alternativa, assim tanto a criança quanto
os adultos poderão lidar de forma saudável com o processo do luto, ajudando uns aos
outros a enfrentarem a situação.

Assim como os adultos, as crianças têm uma forma própria de lidar com o luto, e com
uma rede de apoio de família, amigos, colegas e professores, é possível transformar este
momento em um aprendizado sobre empatia e resiliência, o enfrentando de maneira
saudável.

Luto Curitiba
No momento da despedida, ter conforto e acolhimento é importante para passar por este
momento de maneira saudável. Seja criança ou adulto, ter um ambiente que inspira
sentimentos pacíficos é saber priorizar a saúde emocional. Conte sempre com a Luto
Curitiba para a melhor estrutura e o apoio necessário no momento da despedida.
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