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Por que você deve prestar atenção à taxa de retenção da sua equipe?

Você já parou para pensar que seu colaborador é o seu melhor cliente? Afinal, é ele quem “veste a camisa” e dedica a maior parte do tempo apresentando os diferenciais da empresa ao consumidor final. Profissionais comprometidos e alinhados com os valores corporativos tendem a trabalhar mais motivados e elevam o reconhecimento da marca.

No entanto, quando há um crescimento na rotatividade de pessoal é importante ligar o alerta e entender o que pode estar relacionado com o baixo desempenho da equipe, assim como o que tem despertado nos funcionários o desejo de buscar outra oportunidade no mercado de trabalho.

Para ajudá-lo(a) a compreender melhor a importância da taxa de retenção de talentos, separamos algumas estratégias valiosas para prolongar o tempo de permanência dos bons colaboradores e, consequentemente, alcançar bons resultados em seu negócio.

Preste atenção no seu turnover

O termo “turnover rate ou taxa de retenção (traduzido para o português) é considerado um dos indicadores de desempenho mais populares no setor de Recursos Humanos. A partir dele, é possível calcular o número de contratações e desligamentos em um determinado período de tempo. Ou seja, quando o índice está alto, significa que mais colaboradores estão saindo da empresa. Essa ocorrência pode acarretar em problemas como a perda de capital intelectual, falta de conexão interna, dificuldades no relacionamento com os clientes, dentre outros fatores.

De acordo com um estudo realizado pela Society for Human Resource Management (SHRM), o preço de perder um funcionário custa à empresa de 6 a 9 meses de seu trabalho. Por exemplo, um colaborador que recebia um salário anual de 60 mil reais pode custar cerca de 30 mil reais para seleção e treinamento de um novo funcionário, afetando significativamente o orçamento da companhia.

Existem quatro tipos de turnover, definidos conforme a forma de rescisão do contrato de trabalho. Entenda:

Turnover voluntário: ocorre quando o funcionário pede demissão. Nesse caso, é importante realizar uma entrevista demissional para compreender o real motivo que o levou a sair da empresa.

Turnover involuntário: acontece quando a organização opta pelo desligamento do colaborador e precisa arcar com todas as verbas rescisórias.

Turnover funcional: ocorre quando o empregado está insatisfeito ou com baixo rendimento e pede demissão. Visto que o funcionário não estava dando o seu melhor, essa decisão tende a ser positiva para o negócio, pois poupa a organização do pagamento de encargos e abre oportunidade para um profissional mais adequado à vaga.

Turnover disfuncional: essa é uma das piores situações para a empresa, pois ocorre quando um profissional de alta performance decide se desligar por conta própria e a organização acaba perdendo um talento na equipe.

Por meio da análise da taxa de rotatividade, é possível rever alguns pontos que podem contribuir para a insatisfação e baixo desempenho dos colaboradores. As principais causas de desligamento geralmente estão atreladas à baixa remuneração, ausência de benefícios, falta de reconhecimento, clima organizacional ruim e má gestão.

Veja também: como a retenção de clientes pode contribuir para o crescimento do seu negócio

Como calcular o turnover?

Como mencionado no tópico acima, mensurar a taxa de retenção é imprescindível para avaliar a performance da organização e ter mais clareza se o aumento das despesas pode estar relacionado ao turnover.O cálculo é bem simples, veja abaixo como realizá-lo:

Turnover geral = ([admissões mensais + desligamentos mensais] ÷ 2) ÷ total de funcionários.

Na prática, se você tem 100 empregados, teve 5 admissões e 4 desligamentos no período de um mês, o resultado será:

[5+4] ÷ 2 = 4,5

4,5 ÷ 100 = 0.045

Por último, basta multiplicar o resultado por cem para ter o valor percentual. Na hipótese acima, o turnover é de 4,5%.

Trabalhe a comunicação interna

O diálogo é essencial em qualquer tipo de relacionamento e dentro do ambiente corporativo não poderia ser diferente. Uma comunicação clara e assertiva é a chave para fortalecer a cultural organizacional e, consequentemente, colaborar para a redução da taxa de retenção.

Em tempos de pandemia, os desafios de se trabalhar a comunicação interna são ainda maiores. Nesse período de crise sanitária, diversas empresas optaram pelo trabalho remoto a fim de preservar a saúde e o bem-estar dos empregados. Contudo, precisam estar preparadas para lidar com falhas operacionais e a dificuldade em coordenar equipes de forma totalmente descentralizada, o que pode acarretar em ruídos na comunicação.

Primeiro, é fundamental identificar onde estão os problemas, para então conseguir aprimorar o diálogo entre os profissionais. Confira nossas 5 dicas:

1. Dê voz a todos

Independentemente da posição dentro da companhia, todos os trabalhadores devem ter suas opiniões e sugestões levadas em consideração. Infelizmente, ainda há muita segregação em ambientes organizacionais – por questões que podem envolver o tipo de cargo, o departamento e até mesmo o perfil do funcionário. Por isso, valorizar as contribuições de todos os colaboradores é um sinal de empatia e faz toda a diferença no desempenho de cada um deles.

2. Realize feedbacks constantes

O feedback é uma poderosa ferramenta para mensurar o desempenho de um negócio. Estar em contato frequente com os colaboradores demonstra cuidado, preocupação e mantém a motivação. A maneira como os gestores realizam essas conversas também faz toda a diferença para o alinhamento das expectativas. Seja o feedback positivo, negativo, construtivo ou corretivo, todos devem ser transmitidos com muito respeito e sinceridade. Dessa forma, o ideal é estar disposto a ouvir, ser objetivo e procurar iniciá-lo enaltecendo os pontos fortes.

3. Desenvolva campanhas condizentes com a realidade

O investimento em ações e campanhas internas pode ser muito interessante para a melhora da comunicação global, mas pode ser um “tiro no pé” caso não seja condizente com os valores pregados pela companhia. Por exemplo, não adianta enviar comunicados sobre o respeito ao meio ambiente se a empresa adota práticas que vão no sentido oposto do discurso.

4. Conheça seu público interno

Assim como são realizados estudos para identificar o público externo, é de grande importância conhecer o público interno para construir um relacionamento de confiança. Dentro de uma mesma organização é comum existir grupos diversos, geralmente separados por departamentos e que desempenham atividades distintas. Nesses casos, além de uma comunicação integrada que converse com todos os setores, é essencial pensar em estratégias específicas para cada equipe.

5. Invista em ferramentas de comunicação

Você já parou para pensar o que seriam dos negócios sem o auxílio da tecnologia? Ainda mais agora com o isolamento social provocado pela Covid-19, ela se tornou um recurso fundamental para a comunicação empresarial.  Por meio de vídeo chamadas, trocas de mensagens via e-mail e WhatsApp, TV Corporativa e Intranet é possível estabelecer um diálogo uniforme entre as áreas.

Planejamento financeiro: o que esse assunto tem a ver com a produtividade da sua empresa

Funcionário feliz, cliente feliz!

Uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia constatou que trabalhadores felizes são 31% mais produtivos, três vezes mais criativos e conseguem vender 37% a mais quando comparados aos demais. Funcionários desmotivados tendem a atrasar entregas, diminuir a qualidade do trabalho e afetam o ambiente corporativo. No entanto, muitas vezes essa insatisfação pode estar atrelada ao próprio clima organizacional.

Por isso, é essencial que os líderes estejam atentos ao bem-estar de seus colaboradores e compreendam que o capital humano é o melhor investimento que se tem dentro de uma empresa. Sem eles não há produção, lucro e muito menos crescimento empresarial.

O relacionamento com clientes, fornecedores e parceiros também pode ser prejudicado quando os profissionais não estão contentes. Sabendo disso, separamos algumas recomendações para deixar seus funcionários mais felizes:

  • Reconheça o trabalho e as conquistas de cada colaborador
  • Seja empático quando algum colega vivenciar algum problema pessoal ou profissional
  • Ampare o colocador em situações de luto
  • Incentive o trabalho em equipe
  • Ofereça formatos de trabalho mais flexíveis
  • Estude benefícios que podem ser incorporados ao salário para ajudá-los a ter um dia a dia mais tranquilo
  • Não deixe de elogiá-los quando um resultado for alcançado
  • Alinhe as expectativas da empresa com as dos funcionários
  • Não permita atitudes preconceituosas ou que afetem a saúde física e mental dos colegas
  • Estimule um ambiente de competição saudável

Colaboradores contentes com o que fazem elevam o crescimento corporativo, impactam na qualidade do produto e/ou serviço e no atendimento aos clientes.

Descubra também: Qual é a importância dos benefícios corporativos para a sua empresa?

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