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Descubra quais são os 9 tipos de luto

Há mais de um ano, o luto tem sido um tema de destaque nos noticiários de todo o mundo. A pandemia do novo coronavírus provocou uma avalanche de perdas, levando milhões de famílias a lidar com a ausência de seus entes queridos de forma repentina.

Mesmo que o tema esteja em alta em razão da Covid-19, é importante destacar que o luto é um processo natural de resposta ao rompimento de uma relação e cada indivíduo lida com essa situação de forma particular. Enquanto uns demoram mais para compreender essa interrupção inesperada, outros conseguem conviver de maneira mais leve com a dor.

Para você entender melhor sobre essas diferenças de comportamento e poder agir com mais acolhimento diante de um enlutado, a Luto Curitiba preparou um conteúdo completo sobre a classificação dos tipos de luto.

Luto natural

A perda de um ente querido pode provocar a falta temporária de interesse pela vida e pelos afazeres do cotidiano. Esse processo é chamado de luto natural, pois é considerada a categoria em que o enlutado tenta aceitar aos poucos a morte, se adaptando à nova realidade.

No início, é comum o indivíduo demonstrar constantemente sentimentos de aflição, sofrimento e tristeza profunda, mas, com o passar do tempo, ele consegue voltar à sua rotina e administrar essa dor, transformando-a em saudade. Ir ao trabalho, sair com os amigos e celebrar momentos com a família serão atividades realizadas com maior tranquilidade.

O grande problema é quando esse período de aceitação se prolonga, dando lugar a outra forma de luto, destacada no tópico a seguir.

Confira alguns livros que podem te trazer boas reflexões sobre o luto.

Luto complicado  

Ao contrário do luto normal, no luto complicado as reações comuns diante da perda se intensificam e se tornam mais presentes. As tarefas diárias são deixadas de lado e a vida daquela pessoa se resume à ausência de quem já se foi. A experiência passa a ser caracterizada por uma sensação de melancolia constante, que pode perdurar por anos ou até mesmo para o resto da vida.

Nessas situações, é muito importante contar com o apoio de profissionais, como psicólogos, psiquiatras e grupos de apoio. Além disso, os familiares também devem ficar atentos a alguns sinais:

  • Dificuldade para aceitação da morte
  • Foco extremo na perda
  • Falta de ânimo para atividades rotineiras
  • Isolamento social
  • Transtornos psíquicos
  • Problemas de saúde
  • Alteração de humor
  • Estresse excessivo

Em casos mais graves, em que o indivíduo tem pensamentos suicidas e autodestrutivos, é indispensável a ajuda especializada.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e prevenção do suicídio de forma totalmente gratuita, durante 24h por dia, todos os dias da semana. O atendimento é sigiloso e pode ser realizado através de três canais: pelo telefone 188, chat ou e-mail (www.cvv.org.br/chat/).

Também é possível buscar atendimento online de profissionais da Psicologia, regulamentos pelo Conselho Federal de Psicologia e especializados em saúde mental, pelo site: www.e-psi.cfp.org.br.

Luto antecipatório

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o câncer é a segunda principal causa de morte, sendo que 1 em cada 6 óbitos no mundo tem relação com a doença. O estudo ainda aponta que em 2018, 9,6 milhões de pessoas no planeta perderam a vida por causa do câncer.

Em doenças sem prognóstico de cura – como o câncer em seus estágios finais –, o chamado luto antecipatório se inicia antes mesmo da perda do ente querido. Ao longo do tratamento, a família já entra em um estágio de preparação para o luto e precisa lidar com sintomas como: ansiedade, medo, negação, tristeza, culpa, dentre outros.

Por isso, é importante contar com o apoio de especialistas que possam preparar emocionalmente a rede de apoio (amigos e familiares) para a perda. O paciente também deve ter acompanhamento, para que consiga aceitar da melhor forma essa condição e confortar seus familiares.

Luto não reconhecido

A morte de um animal de estimação é um exemplo recorrente de luto não reconhecido. Em ambos os contextos, a sociedade tem dificuldade para aceitar a dor do outro, subestimando a profunda ligação afetiva com o pet.

Nesses casos, a morte pode não ser legitimada e a pessoa se vê totalmente sozinha e desamparada diante do luto. A falta de empatia e até mesmo o desconhecimento das pessoas podem afetar profundamente o estado emocional do indivíduo enlutado. Sem espaço para assimilar essas perdas, o processo de superação se torna ainda mais difícil.

Saiba como viver o luto para superar a dor.

Luto ausente

O luto ausente ocorre quando a pessoa se mostra indiferente em relação à morte, bloqueando seus sentimentos e não permitindo senti-los. Por vezes, de maneira inconsciente, ela se nega a aceitar a realidade, sem experienciar as reações naturais de sofrimento e tristeza.

A situação se agrava quando o indivíduo não aguenta mais adiar esse comportamento e começa a ter sintomas muito comuns durante um processo de luto: irritabilidade, ansiedade, transtornos psíquicos até mesmo dores físicas. É nesse momento que se dá início ao chamado luto atrasado.

Luto atrasado

O chamado luto atrasado é visto como uma consequência do luto ausente e acontece quando o enlutado não vivencia a dor da perda logo após a morte do ente querido. Isso tende a ocorrer quando o indivíduo passa por outras situações delicadas no mesmo momento (demissão, problemas de saúde, dificuldades financeiras, etc) e que acabam ocultando o processo de luto.

No entanto, adiar essa etapa de profunda tristeza pode trazer sérias consequências no futuro. Suportar o sofrimento sem a presença de amigos e familiares dificulta a aceitação e aumenta as chances de o enlutado apresentar problemas psíquicos, como ansiedade, depressão e insônia.

Saiba como cuidar da saúde mental: https://lutocuritiba.com.br/2020/09/25/dicas-para-cuidar-da-saude-mental/

Luto traumático

Associado a acidentes, homicídios e suicídios – o luto traumático ocorre inesperadamente e, em sua grande maioria, vem acompanhado de extrema violência. O sentimento de culpa e responsabilidade pelo ocorrido pode tornar a despedida mais difícil e desencadear até mesmo Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Luto gestacional e neonatal

A morte por si só já é difícil de ser compreendida socialmente e se torna ainda mais complexa em casos de luto gestacional e neonatal. Esses dois tipos de perda são as mais delicadas e, ao mesmo tempo, as mais incompreendidas pelos mais próximos.

O luto em decorrência de um aborto ou da vida interrompida de um recém-nascido são tão significativos quanto a morte de um adulto, pois o vínculo afetivo nasce desde a descoberta da gravidez e é alimentado pelos sonhos, expectativas, projeções pessoais e novas sensações.

A solidão e falta de acolhimento estão muitos presentes na vida dos pais que passam por experiências como essas, o que acaba dificultando a elaboração do luto. Comentários como “quando você for mãe” ou “pelo menos você já tem outro filho” são bem comuns e podem trazer danos emocionais irreversíveis para a saúde dos pais. A dica é: recebê-los com carinho e explicar o quanto sentimentos como tristeza, frustação e sofrimento são normais nesse momento.

Conselhos para quem já passou por uma perda gestacional ou neonatal:

  1. Se permita chorar
  2. Não deixe que invalidem seus sentimentos
  3. Não dê muitos detalhes sobre o ocorrido
  4. Participe de grupos de apoio ao luto
  5. Procure ajude de psicoterapia
  6. Independente do tempo em que viveu (dentro ou fora do ventre) o bebê deve ser respeitado.

Luto coletivo

Vidas abruptamente interrompidas por desastres, guerras, catástrofes e até mesmo por pandemias – como a que estamos vivendo atualmente com a Covid-19 – impactam toda a sociedade e criam um ambiente propício ao luto coletivo.

As centenas de milhares de mortes divulgadas diariamente fazem com que as pessoas se sintam fragilizadas, e sentimentos como ansiedade, frustração, desamparo e revolta começam a fazer parte do dia a dia. Esse luto coletivo também tem se apresentado pela dificuldade em se adaptar ao novo contexto (falta de leitos em hospitais, desemprego, fome, dificuldade financeira, etc).

Ou seja, além das vidas perdidas também há uma série de outros tipos de perdas vivenciadas por indivíduos do mundo inteiro que devem ser devidamente reconhecidas e legitimadas.

Leia também: Vacinação: proteção para cada etapa da vida

Como ajudar uma pessoa em situação de luto

No decorrer desse artigo você pode observar que o luto é classificado de várias formas, mas que em todas elas o acolhimento e a empatia devem vir em primeiro lugar. Portanto, separamos algumas dicas que podem ajudá-lo a lidar com um familiar ou amigo enlutado:

  • Coloque-se no lugar de quem sofreu a perda
  • Não minimize a dor do outro
  • Respeite seu momento de silêncio
  • Não utilize frases como “isso vai passar” Substitua-a por “sinto muito, há algo que eu possa fazer nesse momento?”
  • Recomende atividades que possam confortá-lo: ler um livro, escutar músicas, assistir filmes, meditar, praticar exercícios físicos, etc.
  • Em casos mais extremos, aconselhe-o a buscar ajuda especializada.

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