Finados: você sabe como surgiu a data?

Finados: você sabe como surgiu a data?

O Dia de Finados é celebrado por pessoas em todo o mundo. A tradição de orar e relembrar a vida daqueles que se foram remonta ao ano de d.C. 998. Nessa época, o monge beneditino Odilo determinou que todos aqueles que serviam no mosteiro de Cluny, na França, rezassem pela alma dos mortos, independentemente de sua religião.

Com o passar do tempo e do avanço da Igreja Católica, a prática ganhou força. No entanto, foi só no século XIII que o dia 2 de novembro foi declarado como a Comemoração dos Fiéis Defuntos ou Finados, como hoje é conhecida. No dia anterior, 1º de novembro, é celebrado o Dia de Todos os Santos.

Curiosidade: nem todas as ramificações da igreja católica adotam 02 de novembro como Finados. Na igreja ortodoxa, por exemplo, as homenagens aos mortos acontecem em várias ocasiões ao longo do ano. Já em outras denominações religiosas, como a evangélica, essa data sequer entra para o calendário.

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Para cada cultura uma forma de celebração

Devido à forte influência católica, o Brasil adotou Finados como um feriado religioso. Nessa data, os fiéis visitam cemitérios nos quais estão sepultados familiares e amigos. O campo-santo fica repleto de flores, balões e velas em homenagem aos entes queridos.

Além disso, os cemitérios particulares também realizam missas, palestras e até oferecem atrações musicais aos visitantes.

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Mas é claro que essa não é a única forma de celebrar. Enquanto muitos encaram a morte com medo ou tristeza, no México o cenário é completamente diferente. Ela é compreendida como mais uma das etapas da vida e merece ser comemorada.

É uma verdadeira festa. O evento dura três dias – até mais, dependendo da localidade –, e conta com decoração, comidas, bebidas e música, de preferência, os favoritos de quem já partiu. Isso porque os mexicanos acreditam que durante esse período os mortos retornam ao mundo para rever seus familiares e devem ser bem recebidos.

Essa forma de expressão foi retratada no filme Viva: A vida é uma festa (2017). Desde então, a curiosidade sobre o Dia dos Mortos – ou, no espanhol, Dia de los Muertos – tem aumentado e o país recebe visitantes do mundo inteiro nessa data. Mas o México não é o único local a adotar homenagens inusitadas para quem se foi. Confira outros exemplos:

Indonésia

A cada três anos, a comunidade de Toraja realiza o Festival Ma’nene. O ritual envolve o desenterro dos cadáveres e sua limpeza. Por mais exótico que possa parecer, o povo indonésio vê nesse costume uma oportunidade de retomar o contato com familiares e amigos, mesmo que eles já não estejam entre os vivos. Após a celebração, os corpos retornam aos caixões carregando consigo uma lembrança que pode ser uma roupa nova ou um acessório.

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Bolívia

O país vizinho também tem hábitos curiosos envolvendo homenagens aos falecidos. Em La Paz, acontece a Fiesta de las Ñatitas. Assim como os mexicanos, a caveira (conhecidas como pequeninas) é vista como um símbolo da transição entre a vida e a morte. Para os bolivianos, ela também é um objeto de misticismo e acredita-se que algumas podem trazer sorte, enquanto outras podem auxiliar em temas determinados, como trabalho ou amor. Elas são decoradas e mantidas em locais visíveis dentro da casa dos moradores.  No dia 8 de novembro, as pessoas se reúnem nos cemitérios locais com suas caveiras para comemorar ao som de músicas tradicionais, alimentos e bebidas.

Guatemala

A comemoração acontece no Dia de Todos os Santos, 01 de novembro, nas regiões rurais do país. A principal característica dessa celebração é a presença de cores vibrantes, tanto das roupas dos vivos, quanto presente nos túmulos. Familiares e amigos visitam o cemitério para cuidar das lápides, realizar piqueniques e soltar pipas, costume que é mantido há muito tempo pelos guatemaltecos.

Leia: Como enfrentar a morte e lidar com a perda de um ente querido

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